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sábado, junho 20, 2009

Culpado!

Vozes conduzem teus beijos ao vácuo
Amores resplandescentes brotam...
Tua covardia o ceifa!
Teu dissimulado desprezo o faz murchar!

Abraço as constelações, beijo Vênus,
Sigo volitando a esmo...
Quando deprendo-me do medo...
Tu colherás dois, três corações!

Estamos colhendo sangue!
Eu...Quem?
Transplante!

Respeito que o emacula,
É a minha ferida finda que não tem cura.
Deixo-lhe toda a culpa!
Tu eres o culpado!
A culpa é tua! Tua culpa!
Culpado!
Por não colher o cupido...
Soluce, balbucie, mas não cuspa!

Legítimo poeta

De amor vive um poeta,
Do gozo das letras o vive,
Vive assim o poeta,
Das palavras nunca ditas que me expressam,
Do ventre, prenhe que compreende
O que prende?
O ímpiedoso coração.
A legítima inspiração! De um não poeta,
É aquela que nunca será correta,
Pois transpira o amor de uma maneira incerta.